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terça-feira, 10 de julho de 2007

UM APELO À INFÂNCIA!

Lembra de quando brincávamos de roda? Hoje a cantiga de roda é o som das batidas de um mundo que apela, e a única roda, é à roda das saias pequenininhas, em corpos pequeninos, que rodam sem saber por que rodam. Sabe as bonecas? Aquelas que fazíamos papinha de mentirinha?! Hoje precisam fazer papinha de verdade, porque a boneca ganhou vida, em uma das rodadas das saias perdidas.
Muitas crianças descobriram primeiro que a gente um mundo que eu descobri ontem, um mundo que eu ainda tinha esperanças que fosse de mentira. Como era bom andar de bicicleta e olhar pro céu procurando um desenho nas nuvens, será que todas as crianças conseguiram olhar pro céu e viajar no mundo da imaginação? Ou pra alguma delas esse mundo ta muito longe?
Primeiro dia de aula! Era a melhor coisa do mundo quando a nossa mãe nos deixava no colégio.. será que alguma das crianças, desse mundo que eu descobri têm uma mãe que cuida delas?!
Será que ainda existe criança de verdade no mundo?
Fica um apelo pela infância.. Eu sou criança e você?

Obrigada Renata Santos, pelo post.
blog_da_renata.weblogger.terra.com.br

segunda-feira, 18 de junho de 2007

CONFIANÇA

"A confiança precisa ser cultivada pois, do contrário, a pessoa afunda na inércia, em estado de depressão. A confiança é o conhecimento direto: não pode haver traição ou prejuízo para quem desempenha a grande tarefa do Deus Vivo, que é confiar". Autora Lúcia Helena dos Santos.
Confiança é o ato de deixar de analisar se um fato é ou não verdade,confiar em outro é muitas vezes considerado ato de amizade ou amor entre os humanos, que costumam dar provas dessa confiança.
A confiança é muito subjetiva porque não pode ser medida, é preciso ter confiança em quem se confia para poder confiar.
Confiança é o resultado do conhecimento sobre alguém. Quanto mais informações corretas sobre quem necessitamos confiar, melhor, formamos um conceito positivo da pessoa.
O grau de confiança entre duas pessoas é determinado pela capacidade que elas têm de prever o comportamento uma da outra.
conquistamos a confiança de alguém quando somos verdadeiros para com elas, sejam com verdades boas ou ruins.
Maria Fernanda
Pedagoga

sexta-feira, 15 de junho de 2007

A FLOR DA HONESTIDADE

Conta-se que por volta do ano 250 a.c, na China antiga, um príncipe da região norte do país, estava às vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar.
Sabendo disso, ele resolveu fazer uma “disputa” entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta. No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.
Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários
sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria
um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir
à celebração, e indagou incrédula:
- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento
uma loucura.
E a filha respondeu:
- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me torna feliz.
À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças,
com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio:
- Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura Imperatriz da China.
A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de “cultivar” algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos etc…
O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor.
Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que, independente das circunstâncias retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.
Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa.
As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente o príncipe esclareceu:
- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma Imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
A honestidade é como uma flor tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade ao redo.
Autor desconhecido